Os linfangiomas são formações de vasos linfáticos ectasiados. Na classificação biológica, pertencem ao grupo de malformação linfática.

O sistema linfático promove o retorno unidirecional de fluidos intersticiais, macromoléculas e células do sistema imunológico dos tecidos para o sistema circulatório sanguíneo.

Os linfangiomas macrocísticos são tumores formados por grandes cistos. Os microcísticos são vesículas claras ou hemorrágicas que se infiltram na pele, na mucosa e em outras estruturas e podem ocupar as cavidades torácica e abdominal. As formas micro- e macrocística combinadas ocorrem em muitos casos. As formas superficial e profunda podem estar associadas.

A maioria está presente ao nascimento, e 75% dos pacientes são diagnosticados antes dos 5 anos. Localizam-se em qualquer sítio anatômico, mas exibem uma predileção pelo segmento cefálico e axila.

Importa acrescentar que os episódios de linfangite com febre e sinais flogísticos podem ocorrer repetidas vezes.

O diagnóstico dos linfangiomas pode ser clínico, quando há infiltração vesicular superficial, ou realizado por meio de exames de imagem ou punção direta.

Os linfangiomas extensos que acometem a cavidade oral e pescoço podem causar obstrução precoce de vias respiratórias, a qual deve ser tratada com traqueostomia.

A terapia corrente para os linfangiomas consiste na aplicação intralesional de OK432.

As vesículas hemorrágicas superficiais podem ser tratadas com infiltração subdérmica de OK432 e sessões de dye laser.

A linfangite é a complicação clínica mais comum e deve ser tratada com antibiótico e anti-inflamatório. Os glicocorticoides, como a prednisona, são eficientes para desacelerar o quadro de imediato, reduzindo o inchaço e desconforto causado ao paciente.

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